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Mercado de ágio de carros em Goiânia ganha atenção com alta da inadimplência nos financiamentos

Como vender ágio de carro em Goiânia? Moisés Vidal explica o que avaliar antes da negociação. Mercado de ágio de carros em Goiânia ganha atenção com alta da inadimplência nos financiamentos

Por Jordevá Rosa • Publicado em 25/08/2026 às 10:45
Mercado de ágio de carros em Goiânia
Mercado de ágio de carros em Goiânia
Mercado de ágio de carros em Goiânia ganha atenção com alta da inadimplência nos financiamentos

Com parcelas mais pesadas no orçamento e avanço dos atrasos superiores a 90 dias, proprietários de veículos financiados buscam alternativas para sair da dívida antes que o problema chegue à busca e apreensão. Em Goiânia, Moisés Vidal atua nesse mercado de negociação e explica por que analisar saldo devedor, valor do veículo e documentação é fundamental.

Comprar um carro financiado continua sendo uma das principais formas utilizadas pelo brasileiro para ter acesso a um veículo. O problema começa quando uma prestação que parecia caber no orçamento passa a competir com aluguel, alimentação, cartão de crédito, escola, plano de saúde e outras despesas da família.

Os números mostram que essa pressão deixou de ser apenas uma percepção.

Dados do Banco Central indicam que a inadimplência da carteira de financiamento para aquisição de veículos por pessoas físicas chegou a 6,57% em junho de 2026, considerando operações com pelo menos uma parcela vencida há mais de 90 dias. Em dezembro de 2024, o mesmo indicador estava em 4,27%. Isso representa uma elevação de aproximadamente 54% em um período de um ano e meio.

O problema faz parte de um cenário financeiro mais amplo. Indicadores da Serasa Experian apontam 83,9 milhões de consumidores inadimplentes no Brasil em julho de 2026, o equivalente a aproximadamente 51% da população adulta.

É nesse ambiente que uma expressão bastante conhecida entre compradores e vendedores de veículos volta a despertar interesse: ágio de carro.

O que é ágio de carro?

No mercado automotivo, a expressão “vender o ágio” costuma ser utilizada para descrever situações em que uma pessoa possui um veículo financiado, já pagou determinada parte da operação e pretende negociar sua posição naquele automóvel.

Imagine, por exemplo, um carro avaliado em R$ 80 mil cujo proprietário ainda tenha R$ 45 mil de saldo relacionado ao financiamento.

Existe, em tese, uma diferença econômica entre o valor do automóvel e aquilo que ainda precisa ser pago. É essa composição que costuma entrar na negociação popularmente chamada de ágio de veículo.

Mas a conta não pode ser feita simplesmente subtraindo um número do outro.

É necessário analisar valor real de mercado, quantidade de parcelas, saldo para quitação, condições contratuais, situação documental, débitos existentes, estado de conservação e, principalmente, a forma juridicamente correta de realizar a negociação.

Transferir informalmente um financiamento sem observar o contrato e sem a participação ou autorização da instituição financeira pode gerar riscos tanto para quem entrega quanto para quem recebe o veículo.

Por isso, o mercado profissional de ágio exige muito mais análise do que simplesmente anunciar um carro e encontrar alguém interessado.

Parcela atrasada pode resultar na perda do veículo?

Nos contratos de financiamento com alienação fiduciária, o automóvel funciona como garantia da operação.

O atraso pode permitir que a instituição financeira adote os procedimentos previstos em lei para constituir o consumidor em mora e buscar a recuperação do bem.

O Superior Tribunal de Justiça já consolidou entendimentos importantes sobre o assunto. Em julgamento publicado em março de 2026, por exemplo, o STJ reconheceu inclusive a possibilidade de notificação extrajudicial por e-mail indicado no contrato em determinadas circunstâncias para comprovação da mora do devedor.

O tribunal também possui entendimento de que a chamada teoria do “adimplemento substancial” não impede automaticamente a busca e apreensão de veículo financiado com alienação fiduciária apenas porque grande parte das parcelas já foi paga.

Isso significa que esperar o problema avançar pode reduzir significativamente as alternativas disponíveis ao proprietário.

Não existe, porém, um indicador público nacional único que permita afirmar com segurança quantos brasileiros efetivamente “perderam seus carros para os bancos” em determinado mês. Inadimplência e busca e apreensão são indicadores diferentes.

O dado objetivo disponível é preocupante por si só: 6,57% da carteira de crédito livre para aquisição de veículos por pessoas físicas estava com atraso superior a 90 dias em junho de 2026.

Juros também ajudam a explicar a dificuldade

Financiar um automóvel significa assumir uma obrigação que normalmente acompanhará a família durante vários anos.

Dados divulgados pelo Banco Central para operações prefixadas de aquisição de veículos mostram que, entre 30 de julho e 5 de agosto de 2026, diversas instituições apresentavam taxas anuais superiores a 20%, com diferenças consideráveis de um banco para outro.

Quando o consumidor financia uma parcela elevada do valor do veículo e assume um contrato longo, uma mudança na renda familiar pode transformar rapidamente a prestação em problema.

Perda de emprego, redução das vendas de uma empresa, diminuição de comissões, doença na família ou simplesmente o acúmulo de outras dívidas podem comprometer um financiamento que anteriormente era pago normalmente.

Nesse momento, muitas pessoas cometem um erro: deixam o problema crescer sem calcular quanto efetivamente possuem de patrimônio no veículo.

Antes de entregar o carro ao banco, é preciso entender os números

É justamente nesse ponto que Moisés Vidal, que atua no mercado de ágio de carros em Goiânia, chama atenção para uma análise que muitas vezes não é feita pelo proprietário.

Um veículo financiado reúne pelo menos três números diferentes:

1. O valor de mercado do carro;

2. O saldo necessário para quitar ou regularizar a operação;

3. O valor econômico que eventualmente permanece entre o patrimônio representado pelo veículo e as obrigações existentes.

Dependendo dessa relação, pode existir espaço para uma negociação.

Em outros casos, entretanto, o saldo da dívida pode estar próximo ou até acima do valor pelo qual o automóvel conseguiria ser negociado.

Por isso, cada operação precisa ser analisada individualmente.

É essa avaliação que diferencia uma negociação profissional da promessa simplista de “comprar parcelas” ou “assumir financiamento”.

Mercado de ágio em Goiânia atende dois públicos diferentes

O mercado de ágio de veículos em Goiânia acaba aproximando pessoas que possuem necessidades opostas.

De um lado está o proprietário que não consegue mais manter o financiamento e procura uma maneira de sair da obrigação reduzindo suas perdas.

Do outro pode estar uma pessoa procurando uma oportunidade de comprar um automóvel por uma estrutura financeira diferente daquela encontrada em uma concessionária ou loja tradicional.

Para que essa relação seja saudável, entretanto, transparência é indispensável.

Uma operação deve considerar:

  • situação do financiamento;
  • instituição financeira responsável;
  • saldo devedor atualizado;
  • parcelas vencidas, quando existentes;
  • valor necessário para regularização;
  • valor de mercado do veículo;
  • multas e demais débitos;
  • documentação;
  • gravames e restrições;
  • condições para transferência ou quitação;
  • estado mecânico e estrutural do automóvel.

É também indispensável que qualquer alteração de titularidade ou responsabilidade sobre financiamento seja realizada de acordo com as regras contratuais, financeiras e de trânsito aplicáveis.

“Passar as parcelas” sem formalização pode criar um problema ainda maior

Um dos maiores riscos existentes nesse mercado é o chamado contrato informal em que alguém entrega o carro a terceiro e combina que essa pessoa continuará pagando as prestações.

Para o banco, entretanto, o responsável pelo contrato pode continuar sendo o contratante original enquanto não houver procedimento formal que modifique a relação.

Isso significa que atrasos futuros podem continuar vinculados ao CPF de quem financiou originalmente o automóvel.

Também existem riscos para quem recebe o veículo, já que pagamentos feitos informalmente não significam necessariamente aquisição da propriedade.

É por isso que Moisés Vidal trabalha a negociação de ágio em Goiânia a partir da análise da situação do veículo e das condições da operação, e não apenas do valor anunciado pelo proprietário.

O objetivo deve ser descobrir se existe uma solução economicamente viável e como ela pode ser realizada com segurança.

Quando procurar uma avaliação do ágio do carro?

O melhor momento não é necessariamente quando já existe uma busca e apreensão em andamento.

Uma análise pode fazer sentido quando o proprietário percebe que:

a parcela passou a comprometer demais sua renda;

há risco de não conseguir pagar os próximos meses;

já existem prestações atrasadas;

o custo de manter o carro ficou incompatível com seu orçamento;

houve redução significativa da renda;

o proprietário pretende vender o veículo, mas ainda existe financiamento;

ou simplesmente deseja saber quanto vale o ágio de seu carro atualmente.

Quanto mais cedo os números são conhecidos, maior tende a ser a capacidade de decisão do proprietário.

Como calcular o ágio de um carro financiado?

Não existe uma fórmula única.

Um exemplo simplificado ajuda a entender.

Um veículo pode valer aproximadamente R$ 100 mil no mercado, enquanto o banco apresenta saldo de R$ 65 mil para determinada operação.

Isso não significa automaticamente que exista um ágio de R$ 35 mil.

O valor real dependerá de fatores como preço pelo qual aquele automóvel efetivamente pode ser vendido, liquidez do modelo, quilometragem, conservação, documentação, débitos, condições do financiamento e custos envolvidos na operação.

Por isso, pesquisar apenas a tabela de referência do veículo é insuficiente.

Avaliar ágio significa analisar a operação completa.

Essa é uma das áreas em que a experiência de quem acompanha diariamente compra, venda e negociação de carros financiados pode fazer diferença.

Moisés Vidal e o mercado de ágio de carros em Goiânia

Com o crescimento das dificuldades financeiras envolvendo veículos financiados, profissionais especializados nesse tipo de negociação passaram a desempenhar uma função diferente da revenda tradicional de automóveis.

Moisés Vidal atua em Goiânia analisando oportunidades relacionadas a ágio de carros e veículos financiados, especialmente situações em que o proprietário precisa entender rapidamente qual é a condição financeira real daquele automóvel.

Mais do que saber quanto o carro vale, é necessário compreender quanto ainda existe de dívida, quais são as possibilidades da operação e se há patrimônio que possa ser preservado em uma eventual negociação.

Essa diferença é particularmente importante em um cenário no qual os atrasos superiores a 90 dias nos financiamentos de veículos cresceram de forma expressiva.

Para quem procura no Google por “ágio de carro em Goiânia”, “vender ágio de carro”, “vender carro financiado em Goiânia”, “não consigo pagar as parcelas do carro” ou “como vender um carro que ainda está financiado”, a primeira providência deveria ser conhecer os números antes de tomar qualquer decisão.

A crise no orçamento não precisa ser tratada apenas quando a situação já chegou ao limite.

Em muitos casos, informação e análise antecipada são justamente o que separa uma decisão planejada de uma perda financeira desnecessária.

Saiba mais sobre a atuação de Moisés Vidal no mercado automotivo em Goiânia:
https://aceleragoias.com.br/moises-vidal/

Este conteúdo possui caráter informativo. Situações envolvendo financiamento, alienação fiduciária, transferência contratual e busca e apreensão podem exigir orientação jurídica ou atendimento direto da instituição financeira responsável pelo contrato.

Fontes e referências

Jordevá Rosa
Sobre o autor

Jordevá Rosa

Jordevá Rosa é jornalista, apresentador, radialista, fundador e diretor editorial do Portal Jordevá Rosa, com mais de três décadas de atuação na comunicação em Goiás e 29 anos de trajetória na TV Serra Dourada.

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